Animais soltos voltam ao centro do debate na Câmara de Patos após mulher ser atacada em agência bancária
A problemática dos animais soltos nas ruas de Patos voltou a ser tema de discussão na sessão ordinária da Câmara Municipal realizada nesta terça-feira. O assunto ganhou força após vereadores relatarem um caso recente de ataque envolvendo uma mulher que teria sido mordida por um cachorro dentro de uma agência bancária da cidade.
Ao usar a tribuna, o vereador Galeguinho da Van relatou que tomou conhecimento do caso durante uma visita ao Hospital Regional de Patos.
Segundo o parlamentar, ao encontrar um conhecido na unidade hospitalar, foi informado de que a irmã dele havia sido atacada por um cão enquanto estava em um banco realizando um saque.
“Ele disse que estava acompanhando a irmã, que acabou sendo mordida por um cachorro dentro do banco. Eu fiquei surpreso e perguntei se era realmente dentro da agência, e ele confirmou”, relatou o vereador.
Diante da situação, Galeguinho da Van pediu o apoio da líder do governo na Câmara, vereadora Tide Eduardo, e do líder governista Maikon Minervino, para que a demanda seja levada ao prefeito e que medidas sejam adotadas para enfrentar o problema dos animais em situação de rua no município.
Já o vereador Rafael Policial apresentou um requerimento solicitando à Mesa Diretora a realização de uma audiência pública no segundo semestre deste ano para discutir a causa animal e o bem-estar dos animais em Patos.
O parlamentar destacou que o episódio ocorrido na agência bancária reforça a necessidade de ampliar o debate sobre o tema e de implementar políticas públicas voltadas ao controle populacional e à proteção dos animais.
“Hoje teve uma senhora que foi atacada dentro do banco. Estamos recebendo imagens que mostram marcas de sangue e familiares revoltados, afirmando que vão tomar providências”, afirmou.
Durante sua fala, Rafael Policial também cobrou ações do secretário municipal Professor Jacob, citando a necessidade de atualização do Conselho Municipal de Direitos dos Animais e a criação efetiva do Fundo Municipal voltado à causa animal.
Segundo ele, o fundo poderá viabilizar a captação de recursos para financiar políticas públicas destinadas ao setor.
“Se o problema for falta de dinheiro, que o fundo seja implementado para que possamos captar recursos e desenvolver as ações necessárias”, declarou.
O vereador informou ainda que a proposta é que a audiência pública seja realizada preferencialmente em outubro, durante a semana dedicada à proteção dos animais, reunindo representantes do poder público, protetores independentes e a sociedade civil para discutir soluções para a questão.
A presença de animais soltos nas vias públicas e em espaços de grande circulação tem sido pauta frequente nas sessões da Câmara Municipal, com vereadores cobrando providências da administração municipal para reduzir os riscos à população e garantir melhores condições de proteção e acolhimento aos animais.
Higo de Figueirêdo

